Bom Dia!
Namastê!
Hoje estamos saindo realmente cedo para os padrões indianos! Tudo aqui começa a funcionar por volta das dez horas da manhã, hoje, oito horas, nosso próximo motorista, Mr. Thapa, já estava a nossa espera. Não sei se já contei, mas Mr. Thapa foi indicação de Mr. Shiam, nós o contratamos diretamente, sem intermédio do hotel, para ir conosco para o Norte e, com isso, economizamos alguns dólares!
Nosso caminho para o Norte começou com uma surpresa emocionante! Haridwar e Rishkesh, são as primeiras cidades por onde o ganges passa quando desce do Himalaya e alcança a planície, a água lá é limpíssima, cristalina e gelada. Assim, peregrinos de toda Índia vão até Haridwar para buscar a água sagrada e levar para suas casas. Acredita-se que a água do ganges, que lá é limpa, pode realizar muitos feitos, como curar doenças e abençoar pessoas, além disso, os hindus dizem que a água permanece sempre fresca, independe da temperatura ambiente. Desta forma, ao longo de todo nosso trajeto, cruzamos com peregrinos carregando potes de água sagrada, os quais são colocados em um espécie de andor, como os que os católicos carregam imagens de santos, só que nos padrões indianos. Vale dizer que eles voltam a pé, normalmente descalços! É muito bonito de se ver e emocionante também... demonstrações de fé! Em um certo momento, o Dani perguntou pro Mr. Thapa porque as pessoas faziam isso... ele, primeiro pensou, depois respondeu que era simplesmente para os deuses, ou seja, pela fé!
A surpresa número dois foram as plantações e os caminhões de cana de açúcar... eles vão tão carregados pela rodovia que não é possível sequer ver as rodas de alguns!
Por fim, a surpresa número três diz respeito às propagandas. Como estamos nos aproximando da fronteira com o Paquistão, alguns outdoors mostram propagandas onde indianos e paquistaneses convivem em paz! Muito bacana!
Fim do caminho, chegamos em Haridwar a tarde, fizemos check in e fomos conhecer a cidade. Mr. Thapa nos acompanhou até a principal ghat, onde há bolsões para banhos e acontece a aarti no final da tarde. Sabendo onde era, voltaríamos depois, pois estávamos com muita fome para apreciar qualquer coisa! Fomos a um restaurante local, Mr. Thapa pediu nossa comida, pois Haridwar não é uma cidade turística (para estrangeiros) e quase ninguém fala inglês! Almoçamos e nosso motorista nos deixou, agora éramos nós dois e a cidade!
Antes de apreciar o ganges por aqui, nos tínhamos uma questão pra resolver. Acontece, que em uma compra que fiz, eu ganhei dois meses de internet móvel gratuita e nós precisávamos habilitar, como tínhamos visto uma loja da tal empresa por perto, a saber, Vodafone, resolvemos ir lá. Chegamos, informei da promoção que ganhei, o atendente concordou, pediu meu passaporte, tirou um cópia e começou o transtorno! Ele queria um endereço na Índia, expliquei que sendo turista estrangeira eu obviamente não tinha um endereço na Índia! Depois de muito custo, ele aceitou o endereço do hotel. Depois, ele queria uma foto, expliquei que não tinha uma e perguntei se não podia ser digital... ele chamou o gerente, que repetiu todas as informações... eu também repeti e ele disse "preciso da foto, providencie!" Hare Baba! Saímos pedindo informações sobre onde tirar foto... sem sucesso, todos os lugares estavam fechados! Voltei e agora a foto podia ser digital! Vai entender! Depois desta odisséia, foi só preencher vários formulários com as mesmas informações e quase duas horas depois, estava tudo pronto! Claro que a internet só funcionaria depois de 24 horas! Um ótimo exemplo do jeito indiano de fazer as coisas!
Problema resolvido, voltamos para ghat.
O rio foi desviado em Haridwar de forma que passa por um canal que corta a cidade e que nas margens possui grades e correntes para que as pessoas possam segurar, já que o rio aqui está descendo e vem com muita força. Quando está muito cheio, na época das moções ou quando a neve do Himalaya está derretendo, as comportas do canal são abertas para que o excedente de água passe por onde era o curso original do rio.
É impressionante como mesmo a água estando muito gelada e já sendo fim de tarde, muitas pessoas tomavam banhos! Aqui, só vimos pessoas tomando banhos rituais, na maioria homens. Outros homens, aqueles peregrinos de que falei a pouco, também se encontravam às margens do rio, banhando-se, enchendo seus recipientes de água sagrada, arrumando com carinho e capricho em seus andores enfeitados e aguardando a benção de homens santos para que seguissem viagem. Existe todo um ritual de preparação dos peregrinos para retornar à suas casas com a água sagrada, eles cantam mantras, dão algumas voltas ao redor do andor quando este ainda está no chão, andam também ao redor dos andores dos colegas e, por fim, se alinham para receber às bênçãos. Seria possível passar horas observado isso, de tão emocionante que é!
Depois da aarti, muitas pessoas ainda permanecem na beira do rio para fazer suas orações e colocar os seus barquinhos na água, como em Varanasi e, praticamente todos levam uma garrafinha de água pra casa. Também como em Varanasi, o comércio aqui é movido pela fé! Existem muitas fábricas de andores na cidade e uma porção de lojas onde se pode comprar os mais variados artigos para enfeitar os andores. Também existem dezenas de lojas que vendem recipientes para armazenar a água sagrada, há recipientes de todos os tamanhos, desde 5 ml até garrafões de 5 ltrs e, se você quiser maior, certamente eles arranjam! Há também lojas de imagens dos deuses, incensos, doces, tecidos laranjas, e tudo mais que você puder imaginar. Apesar disso, os vendedores aqui não ficam insistindo para que você entre nas lojas, é tudo muito tranquilo! Também não há muita barganha, diferente de todos os outros lugar da Índia que já conhecemos, aqui a maioria das coisas tem preço fixo, é mais barata do que em outros lugares e sem muita discussão, gostou bem, não gostou amém!
Dia acabado, hora de descansar que amanhã tem mais e vamos pegar mais um pedacinho de estrada para ir até Rishkesh!
Boa noite.
Namastê!
sexta-feira, 8 de março de 2013
Rumo ao norte, chegando em Haridwar!
Nascer do sol, café com amigos e caminhadas
Namastê!
Bom dia!
E hoje, como nos falaram que o nascer do sol aqui é lindo, o Daniel, que é "by day", acordou antes dele e foi fotografar para me mostrar depois, já que eu fiquei dormindo bem quentinha na minha cama! Kkkkk Ele disse que foi lindo e, de fato, as fotos ficaram ótimas!
Hoje é dia de voltar pra Delhi! Nosso vôo é a tarde então temos tempo, mas não muito, já que é preciso chegar cedo no aeroporto e o caminho é longo. Decidimos conhecer a parte de dentro da cidade pela manhã, já que no dia anterior havíamos ficado somente nas margens do rio. Mas, antes disso, tomamos um delicioso café da manhã (a comida é ótima neste hotel) na companhia de Mike e Nicole, conversando sobre um montão de coisas em três idiomas, inglês, português e espanhol... foi divertidíssimo!
A parte comercial de Varanasi é muito interessante. Para começar, um trânsito absurdo, acho que um dos piores que já pegamos, aqui começamos a andar de riquixá (bicicletas), pois por incrível que pareça, era mais rápido e bem mais barato. A cidade tem muitas farmácias, uma pior que a outra, muitas clínicas odontológicas (nem vou comentar) e consultórios médicos com paredes de vidro, de forma que você podia assistir da rua à consulta do colega! Por fim, há muitos barbeiros em Varanasi, não insetos, os profissionais que fazem barbas... preciso dizer que qualquer lugar na rua onde seja possível colocar um banquinho e um espelho vira barbearia, é só acrescentar um potinho de água (do ganges!) e um pincel de barba e pronto! Hepatite? Doenças transmissíveis? Hã? Bom, proibi o Dani de chegar perto e está tudo ok!
Depois do passeio, hora de despedidas... dos novos amigos, do hotel, da boa comida e de Varanasi, a cidade sagrada! Lá fomos nós pro aeroporto em um Toyota imenso e sonífero, entramos no carro mega confortável e só acordamos no aeroporto!
Embarcamos e voamos sem problemas e, quando chegamos, ganhamos o Oscar da esperteza! Ficamos pensando, sem sair do aeroporto (senão não pode voltar, lembram?), que tipo de táxi pegaríamos, já que da última vez tivemos muitos problemas... foi aí que descobrimos que existe um metrô expresso, de última geração, que sai do aeroporto e pára quase ao lado do nosso Hotel! Sensacional! Foi a metade do preço convencional do táxi, foi super rápido, já que eram seis horas da tarde e o trânsito estaria um inferno e, quando chegamos na estação, foi só pegar um riquixá! Parabéns pra nós, sem perturbação! Fica a dica!
No nosso Hotel em Delhi estava tudo ok, nossas malas estavam bem guardadas, em ordem, o quarto era novamente bom e... saímos pra jantar por perto, um restaurante indiano com comida sensacional e barata, que embaixo é uma doceria com os doces mais gostosos da Índia! Não lembro o nome agora, mas depois conto pra vocês!
Do resto, só descansar porque amanhã começa nossa jornada para o Norte!
Boa noite, Namastê!
Dia de ghats, homens santos e cerimônias
Bom Dia!
O dia começou com planos de conhecer o ganges, afinal ele é por si só, a principal atração de Varanasi. A equipe do hotel que estamos, aliás altamente recomendável, nos deu um mapa da cidade, explicou sobre os pontos turísticos e como chegar até eles. Decidimos conhecer o ganges e suas ghats "by walk"! O nosso hotel fica justamente próximo à Asi Ghats, a mais meridional, ou seja, a primeira das ghats de Varanasi, que marca a confluência dos rios Asi e Ganges. Sendo assim, começamos do começo e fomos em frente... tínhamos cerca de 90 ghats, dispostas em mais de 6 km, para percorrer! Só para constar, ghats são escadarias na beira do rio.
Cada ghat é de uma cor diferente e cada uma tem sua peculiaridade. Há ghats de banhos (fotos são proibidas nestas), ghats onde pode-se pegar barquinhos, ghats com templos, ghats com hotéis, ghats com comércio, ghats com piras funerárias, ghats de homens santos e ghats de aarti!
As ghats de banhos existem para demarcar os locais onde as pessoas podem se banhar nas águas do rio sem serem fotografadas, mas, na verdade, praticamente todas as ghats são de banho, uma vez que ao longo de toda a margem há pessoas tomando banho. Nós presenciamos dois tipos, aliás três, de banhos: o primeiro é o banho mesmo, destes que deveríamos tomar em casa, com sabonete, xampu, então... eles tomam no ganges; o segundo, é bagunça da molecada, que nada no rio como se fosse praia; o terceiro, é o banho ritual, banho sagrado de purificação. Os hindus acreditam que as águas do ganges são sagradas, capazes de lavar todas as impurezas e livrar as almas da roda de reencarnações, assim, existe uma forma de tomar este banho, que consiste em algumas mergulhadas, alguns golinhos e uma prece. Contando assim, parece bobo, mas é emocionante de ver! Uma demonstração de fé sem medidas!
As ghats onde se pode alugar barcos também são várias ao longo da margem. Barcos aqui servem pra muita coisa! Você pode fazer um passeio no nascer do sol, no poente, atravessar de um lado ao outro do rio, visitar o forte que fica na outra margem e até se acomodar para assistir a aarti (conto mais sobre isso jajá)! Vale dizer que tudo aqui tem um preço e é negociavel, então, se for pegar um barco, combine muito bem antes!
Muitas ghats possuem templos no topo! Alguns são realmente bonitos de ver, mas a maioria é só para hindus, o que quer dizer que não podemos entrar, então vale a pena perguntar antes! Além dos templos, há lugares santos, como um poço aberto por Vishnu e um templo meio submerso pois caiu com seu peso, esses podem ser visitados por nós!
As ghats que abrigam hotéis e pontos comerciais em seus topos são várias... via de regra, se você subir a ghat e atravessar por dentro do comércio que lá estiver, vai sair em alguma rua ou beco comercial. Algumas pessoas sentam-se em restaurantes e lanchonetes no topo destas ghats para um chai ou um café... nós não arriscamos, vai que era de água sagrada né!? Muito perto!
Agora, um assunto a parte, as ghats funerárias! Eu tinha uma série de sentimentos em relação a estas ghats, achei que seria assustador, chocante, que teria cheiro de churrasco (como muitos dizem) e até mesmo que poderia ser meio macabro... bom, é preciso dizer primeiro que existem duas ghats funerárias e elas são diferentes. A primeira, pequena, sem dono, onde trabalham pessoas que cuidam dos preparativos e tudo mais; a segunda, é de uma família hindu que, há muitos anos, faz deste trabalho o seu negócio. Esta é muito maior, tem muitos funcionários e, sim, chega a ser um pouco assustadora. Na primeira ghat funerária que passamos, era como se fosse só mais uma ghat! Havia um ambiente calmo e sereno como em toda extensão do rio, pessoas trabalhavam embrulhando os corpos em tecidos coloridos, lavando no ganges e colocando para queimar em meio a rituais e orações... tudo muito tranquilo e natural, como deveria ser o fim desta existência! Vale lembrar que os hindus acreditam que ser cremado na beira do ganges e ter suas cinzas espalhadas nele, liberta da roda das reencarnações. Aqui, era possível ficar horas observando. Não havia nada feio ou assustador, os corpos queimavam envoltos em tecido, então não se via muita coisa... também não havia cheiro nenhum, a não ser de fumaça... serenidade, acho que esta é a palavra desta pequena ghat.
Já na segunda, é tudo diferente. Para começar, enquanto a primeira tinha umas seis piras queimando ao mesmo tempo, essa aqui tinha mais de vinte! Parecia uma linha de produção, as pessoas pareciam não ter o mesmo cuidado e respeito, haviam corpos no chão esperando pelo preparo e muitos animais rodeadavam o lugar, até mesmo se alimentando das flores que deveriam ser colocadas nos corpos... havia muita e muita e muita madeira empilhada por todos os lugares, não cheirava nada também, mas havia muita fumaça e mesmo as construções em volta eram pretas de fuligem. Aqui, pessoas queriam cobrar para que assistíssemos as cerimonias, queriam que subíssemos em uma construção abandonada, de onde, supostamente, a vista era melhor. Ahã, demos o fora dali rapidinho.
Nos dois lugares, a morte parece ser encarada somente como consequência natural da vida, na verdade, é uma honra morrer e ser cremado ali... pessoas trazem seus mortos de diversos lugares do país e as ghats funcionam ininterruptamente! São lugares serenos! A única diferença, é que a segunda ghat acaba sendo mais comercial, mais processual do que a primeira... pelo menos foi nossa impressão. Daqui, fica a certeza que não queremos ser enterrados, mas sim cremados e que a morte é só a consequência natural da vida, que chegará hora ou outra... não existem cheiros, imagens ruins ou assutadoras, só a serenidade!
Bom, e o que são ghats de homens santos? Primeiro, quem são estes homens santos?
Os homens santos de Varanasi, na verdade da Índia, são homens que dedicam suas vidas para estudar o hinduismo. Eles abdicam de qualquer outra coisa, não trabalham formalmente, não têm família e vivem, a maioria, na beira do ganges estudando. O povo diz que dominam o sânscrito, que conhecem as histórias, mantras, orações, tudo, absolutamente tudo sobre o hinduísmo. Assim, algumas ghats se transformam em morada de homens santos. Eles montam barracas que servem de casa, vivem de doações e consultorias, alguns não vestem roupas e os que vestem, só vestem a cor laranja. Andando por estas ghats é possível ver rodinhas de homens santos conversando, rezando e fumando, rodinhas de homens santos e pessoas normais que vão até eles pra se consultar e até pessoas que os reverenciam, tocam seus pés como se eles fossem os próprios deuses! É interessante de ver! Ah, em conjunto com os homens santos, existem também centro de estudos na beira do ganges, em algumas ghats. Nestes lugares, aparentemente só são aceitos homens, que se dedicam a estudar para tornarem-se santos. Todos vestem roupas laranjas e são eles que fazem as aartis.
E o que são aartis?
São cerimônias que acontecem diariamente ao amanhecer e ao entardecer na beira do ganges, em homenagem aos deuses e ao próprio rio. São feitos rituais com velas, flores, incensos... tudo ao som de uma música alegre e contagiante e sempre assistido por centenas, talvez milhares de pessoas. Ao final das aartis, é hora de colocar seu barquinho com flores, vela e doces no rio, como uma oferta... fica lindo, tudo iluminado com pontinhos de luz! Nós fomos de barco ver a aarti do entardecer e posso garantir que foi uma das coisas mais bonitas que já vi, cheia de energia boa! No fim, colocamos nossos barquinhos longe de lá, para que os barcos grandes não os afundassem, mas o vento não queria muito deixar nossas luzes acessas, esperamos que valha a intenção!
Sobre Varanasi, ainda é preciso contar mais algumas coisas! Nos chamou a atenção que o comércio da cidade seja basicamente voltado para fé. Existe uma rua que sai da ghat principal e vai até o templo de Shiva, e nela há somente lojas que vendem produtos "de fé", como potes para levar água do ganges, doces, velas, incensos, flores... Varanasi praticamente sobrevive do comércio da fé!
Outro apontamento necessário é sobre o próprio rio. No Brasil, principalmente depois da novela Caminho das Índias, começaram a circular emails falando sobre a poluição do ganges, mostrando fotos em que pedaços de corpos, peixes mortos e outras coisas boiavam no rio. Nós não vimos NADA disso! Andamos toda a extensão do rio em Varanasi e, pelo contrário, o que vimos foram pessoas cuidando do rio... há um esquema de barcos de lixo que navegam o tempo todo com uma peneira grande (como as de piscina) recolhendo todo o lixo que estiver no rio! Tudo é recolhido, restos de flores, restos de barquinhos de oferenda, sujeira... TUDO! Quanto às cremações, as piras são queimadas completamente, até só restarem cinzas e, as famílias ficam aguardando para que depois possam espalhar as cinzas no rio. Resumindo, não vimos NADA boiando no rio e não há sequer cheiro de poluição! É óbvio que ele é poluído, deve haver toda a sorte de micro-organismos nele e tudo mais... mas, visualmente não há lixo ou outras coisas boiando e, aliás, parece mais limpo do que o Tietê, já que as pessoas aqui cuidam do rio!
Por fim, hoje conhecemos duas pessoas muito bacanas, o Mike e a Nicole, novos amigos americanos que foram conosco na aarti, pelejaram conosco contra o vento que queria apagar a lamparina de nossos barquinhos e depois no acompanharam no jantar!
Boas surpresas de viagens!
Dia longo, mas prazeroso!
Até amanhã! Namastê!